

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, vive um cenário de tragédia após o forte temporal que atingiu o município na noite de segunda-feira (23). De acordo com a prefeitura, 14 mortes foram confirmadas, além de registros de casas soterradas, desabamentos e alagamentos em diversas regiões.
O volume intenso de chuva ocorre em meio ao fevereiro mais chuvoso da história da cidade, fator que contribuiu para a saturação do solo e agravou os impactos.
Diante da gravidade da situação, a prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas da rede municipal nesta terça-feira (24).
Segundo a Defesa Civil, foram registradas 251 ocorrências, incluindo deslizamentos de terra, desabamentos, alagamentos e riscos estruturais. A estimativa é de cerca de 440 pessoas desabrigadas, que estão sendo acolhidas em abrigos emergenciais organizados pelo município.
O temporal começou pouco antes das 18h e só perdeu força por volta das 23h. Durante o período, imóveis desabaram em bairros como Progresso, Cerâmica, Esplanada, Santa Rita e JK, deixando moradores sob os escombros.
Equipes do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas em vários pontos da cidade na busca por vítimas e possíveis desaparecidos.
Rua Natalino José de Paula – bairro JK (4 mortes)
Rua Orville Derby Dutra – bairro Santa Rita (4 mortes)
Rua João Luís Alves – Vila Ideal (2 mortes)
Rua José Francisco Garcia – bairro Lourdes (1 morte)
Rua Eurico Viana – Vila Alpina (1 morte)
Estrada Athos Branco da Rosa – bairro São Benedito (1 morte)
Rua Jacinto Marcelino – Vila Olavo Costa (1 morte)
As equipes de resgate permanecem em atuação, e ainda há possibilidade de novos registros.
Entre 18h40 e 21h40, foram registrados 90,3 milímetros de chuva na região central. Outros acumulados significativos foram observados em:
Nossa Senhora de Lourdes: 79,5 mm
Santa Rita: 79 mm
Distrito Industrial: 75,1 mm
Graminha: 62 mm
O nível do Rio Paraibuna subiu cerca de 65 centímetros, atingindo aproximadamente 3,25 metros.
O temporal provocou alagamentos em bairros como Democrata, Industrial, Linhares, Santa Efigênia e Ipiranga, além de pontos importantes como o Largo do Riachuelo e a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Motoristas ficaram ilhados, e veículos chegaram a ficar submersos.
Por segurança, foram interditados:
O acesso ao Mergulhão, na região central
A Ponte Vermelha, no bairro Santa Teresinha
As aulas da rede municipal foram suspensas devido aos riscos e às dificuldades de deslocamento. O Colégio de Aplicação João XXIII, ligado à universidade federal, também cancelou as atividades após registrar infiltrações, acúmulo de água e risco de deslizamentos em encostas próximas.
A Defesa Civil orienta a população a evitar deslocamentos desnecessários e a deixar áreas de risco diante de qualquer sinal de instabilidade.
Na noite de domingo (22), outro temporal já havia provocado 36 ocorrências, incluindo escorregamentos e alagamentos, indicando a saturação do solo. Historicamente vulnerável a enchentes, a cidade voltou a registrar inundações em regiões como Vitorino Braga e bairros da Zona Norte.
As autoridades seguem monitorando a situação enquanto equipes trabalham no atendimento às vítimas, limpeza das áreas atingidas e avaliação de novas áreas de risco.
VEJA O VÍDEO:
Ver essa foto no Instagram





