

O número de mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira subiu para 59, segundo o mais recente balanço da Defesa Civil de Minas Gerais. Os temporais vêm causando uma série de tragédias na região, com registros de deslizamentos de terra, enchentes, desabamentos e centenas de pessoas desalojadas ou desabrigadas.
Diversos municípios decretaram situação de emergência após o acumulado elevado de chuva em poucos dias. Entre as cidades mais afetadas estão Ubá, Muriaé, Juiz de Fora e Cataguases, onde rios transbordaram e bairros inteiros ficaram alagados.
Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e de prefeituras atuam em operações de resgate, retirada de moradores de áreas de risco e distribuição de mantimentos. Abrigos provisórios foram montados para acolher famílias que perderam suas casas ou que precisaram deixar os imóveis por risco estrutural.
Além das vítimas fatais, o desastre deixou um grande número de feridos e causou danos à infraestrutura urbana. Estradas foram interditadas por quedas de barreiras, pontes ficaram comprometidas e o fornecimento de energia e água foi interrompido em alguns pontos.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a instabilidade atmosférica deve continuar nos próximos dias, mantendo o alerta para chuvas fortes e risco de novos deslizamentos. As autoridades orientam que moradores de encostas, margens de rios ou áreas alagáveis procurem locais seguros ao menor sinal de perigo.
Campanhas de arrecadação foram iniciadas em vários municípios para a coleta de alimentos, água, roupas e produtos de higiene destinados às famílias afetadas.
A Defesa Civil reforça que, em caso de emergência, a população deve acionar o telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. A recomendação é evitar áreas inundadas, não atravessar enxurradas e acompanhar os alertas oficiais.
Da Redação com Folha de São Paulo





