

Uma equipe da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), liderada pela chefe da instituição, Letícia Gamboge, esteve nesta segunda-feira (2) na Casa de Orações, em Ubá, na Zona da Mata, onde 27 pessoas estão abrigadas após as chuvas extremas que atingiram o município.
A visita teve como objetivo organizar a instalação de uma comissão volante da Polícia Civil na cidade para reforçar a emissão de documentos perdidos durante enxurradas e desabamentos provocados pelo desastre climático. A expectativa é que o serviço comece a funcionar a partir de quarta-feira, em local estratégico ainda a ser definido.
“A Polícia Civil está trabalhando incansavelmente desde a última terça-feira para minimizar os efeitos da tragédia climática que assolou a Zona da Mata. Agora, estamos articulando com a assistência social para viabilizar o requerimento, garantindo que as pessoas atingidas que perderam seus documentos — ou que ainda não possuem carteira de identidade — consigam acessar os benefícios sociais”, afirmou Letícia Gamboge.
Segundo a chefe da PCMG, uma equipe do Instituto de Identificação de Belo Horizonte será deslocada para atuar em um espaço público, onde realizará coleta de dados biográficos, impressões digitais e registro fotográfico para emissão de novos documentos.
“Haverá uma parceria com o sindicato dos registradores para que o serviço ocorra com celeridade na emissão de certidões de nascimento e de casamento”, completou.
Durante a visita, Letícia Gamboge também comentou sobre o trabalho de identificação das vítimas encontradas em Juiz de Fora e Ubá.
“Estamos desenvolvendo um trabalho contínuo, coordenado pelo nosso chefe de departamento, Eurico da Cunha Neto. Estive lá também. É um trabalho célere e eficiente, realizado pela Medicina Legal e pela Perícia Criminal, dentro do que foi possível para minimizar a dor das famílias, ao menos garantindo a liberação dos corpos com rapidez, para que pudessem se despedir com dignidade”, declarou.
Em Ubá, sete mortes foram confirmadas em decorrência das chuvas extremas, uma pessoa segue desaparecida, além de 27 desabrigados e 4.480 desalojados no município.
Fonte: O Tempo





