

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta quinta-feira (23/4), sete mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma mesma família investigados por exploração de jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Januária, no Norte de Minas.
De acordo com as investigações, o grupo atuava no município há mais de duas décadas, mantendo uma estrutura organizada e com divisão de funções entre chefia, contadores, gerentes e cambistas. Segundo a corporação, ao longo dos anos a atividade ilícita se expandiu e passou a movimentar cifras milionárias.
Ainda conforme a Polícia Civil, para ocultar a origem do dinheiro obtido com a contravenção, os investigados teriam criado empresas nos setores de materiais de construção e distribuição de gás, utilizadas para lavar recursos ilícitos.
O delegado responsável pelo caso, Flávio Cavalcanti Rocha, afirmou que a investigação exigiu trabalho detalhado para rastrear o fluxo financeiro do esquema. “Havia uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas. Foi necessário um trabalho minucioso para rastrear o caminho do dinheiro, desde a arrecadação com os cambistas até a sua inserção no mercado formal”, destacou.
A operação desta quinta-feira é desdobramento da operação Ascêncio Bet, deflagrada em janeiro de 2024. Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sete pessoas foram presas e a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.
Nesta nova fase, batizada de Operação Corujão, novos mandados foram expedidos com base em provas reunidas após a primeira etapa. O nome da ação faz referência ao termo “Corujinha”, usado no jogo do bicho para indicar o último sorteio do dia, às 21h, simbolizando a etapa final das ações contra o grupo investigado.




