

Uma árvore, algumas flores, muitos cálculos e uma boa dose de criatividade foram suficientes para transformar uma atividade escolar em uma verdadeira experiência de investigação.
Na oficina “Casa na Árvore”, realizada no CDH Curvelo, os alunos foram convidados a observar a natureza, levantar hipóteses, fazer estimativas, construir protótipos e descobrir como diferentes áreas do conhecimento podem se conectar em um mesmo desafio.
A atividade teve como ponto de partida os ipês, com atenção especial ao ipê-amarelo, reconhecido como símbolo nacional.
A partir da observação dessas árvores, os estudantes refletiram sobre a beleza, a resistência e a importância da preservação ambiental, além de conhecer aspectos relacionados às legislações brasileiras de proteção das árvores.
Mas a natureza não ficou apenas no campo da observação. Ela também virou matéria-prima para o raciocínio matemático.
Em uma das atividades, os alunos foram desafiados a estimar a quantidade de flores existentes sob um ipê localizado em uma rua próxima ao CDH. Para chegar a uma resposta aproximada, utilizaram estratégias como arredondamento, agrupamento, amostragem e sentido numérico.
O exercício transformou uma situação cotidiana em um problema matemático concreto, estimulando a capacidade de observar, comparar, fazer aproximações e desenvolver estratégias próprias para encontrar soluções.
Da natureza para a Robótica
A experiência ganhou uma nova dimensão quando os estudantes passaram da observação para a construção.
No desafio de Robótica, eles utilizaram peças de LEGO para desenvolver um protótipo de uma Casa na Árvore, colocando em prática conceitos de Engenharia, criatividade e sustentabilidade.
A proposta permitiu que uma inspiração encontrada na natureza fosse transformada em uma criação tecnológica. Durante a construção, os alunos precisaram pensar em soluções, testar possibilidades, fazer ajustes e trabalhar coletivamente.
Mais do que montar uma estrutura, o desafio aproximou conceitos estudados em sala de aula de uma situação prática, mostrando que Engenharia, Matemática, tecnologia e criatividade podem trabalhar juntas na busca por soluções.
Aprendizagem que começa pela curiosidade
Ao reunir natureza, educação ambiental, Matemática, Engenharia, Robótica e criatividade, a oficina “Casa na Árvore” criou um ambiente de aprendizagem baseado na investigação e na experimentação.
A experiência mostrou aos estudantes que o conhecimento também pode surgir daquilo que está ao redor.
Uma árvore pode despertar uma pergunta; uma pergunta pode virar um cálculo; o cálculo pode gerar uma investigação; e a investigação pode terminar em uma construção.
Esse percurso estimula habilidades como curiosidade, autonomia, raciocínio lógico, criatividade
Fonte: Centro de Desenvolvimento de Habilidades
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Da redação, Elen Ferrari




