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Cruzeiro celebra 105 anos com lembranças de jogos inesquecíveis de seus ídolos

No aniversário do clube, ex-jogadores relembram partidas históricas que marcaram a trajetória da Raposa

Redação
Por: Redação
02/01/2026 às 17h20
Cruzeiro celebra 105 anos com lembranças de jogos inesquecíveis de seus ídolos
Bandeira do Cruzeiro. Foto: Divulgação/Reprodução

Fundado em 2 de janeiro de 1921, por imigrantes da colônia italiana de Belo Horizonte, o então Palestra Itália nasceu no bairro Barro Preto, na região central da capital mineira. Em outubro de 1942, em meio à Segunda Guerra Mundial e após decreto do presidente Getúlio Vargas, o clube passou a se chamar Cruzeiro Esporte Clube, abandonando as cores verde e grená para adotar definitivamente o azul e branco das cinco estrelas.

Ao longo de mais de um século de história, o Cruzeiro ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais e se consolidou como um dos maiores clubes do futebol brasileiro, com reconhecimento também no cenário internacional. Sua trajetória é marcada por títulos memoráveis, grandes ídolos e partidas históricas, que ajudaram a construir a identidade e a grandeza da Raposa.

Para celebrar os 105 anos do clube, comemorados nesta sexta-feira (2/1), o O TEMPO Sports ouviu ex-jogadores que fizeram história com a camisa estrelada. Ídolos como Dirceu Lopes, Douglas, Paulo César Borges, Wilson Gottardo e Ricardinho relembraram jogos inesquecíveis que marcaram suas carreiras, incluindo conquistas nacionais e internacionais que permanecem vivas na memória da torcida cruzeirense.

Douglas

River Plate 2 (4) x (5) 0 Cruzeiro
Jogo de ida Semifinal da Supercopa
28 de outubro de 1992
Monumental de Núñez, em Buenos Aires

Tive uma trajetória muito legal no Cruzeiro e realizei sonhos de criança: ser um jogador profissional, jogar em um grande clube e na Europa e também chegar à seleção. Aquele River e Cruzeiro é realmente um jogo inesquecível. Quando voltei ao Brasil, em 1992, foi uma maravilha jogar e vencer aquela Supercopa. Lembrava muito as quartas-feiras de futebol europeu, os estádios sempre lotados, o Mineirão superlotado. A gente se classifica para a final contra o Racing em um jogo contra o River, nos pênaltis, em um clima muito tenso em Buenos Aires. Cobrei o último pênalti e saí festejando, mas ninguém veio comemorar comigo, porque estava começando uma briga enorme. Fomos muito prejudicados e o Adilson (Batista) quebrou a perna em um lance. Cruzeiro e River tinham decidido a Supercopa anterior, em 1991, e esse sempre foi um jogo de muita rivalidade. Esse jogo e o ano de 1992 são inesquecíveis para todos nós, cruzeirenses.

Wilson Gottardo

Sporting Cristal 0 x 0 Cruzeiro
Primeiro jogo da final da Libertadores
6 de agosto de 1997
Estádio Nacional, em Lima

Neste ano, assisti ao primeiro jogo, lá no Peru. Tinha na memória alguns lances, desses que a gente se lembra de jogos marcantes. O empate em Lima é emblemático, partida muito difícil, mas criamos o início de uma desistência do Sporting Cristal para o jogo de volta, no Mineirão. Tenho por hábito puxar alguns jogos antigos e ao rever esse acabei observando alguns detalhes, como a estrutura tática da época, que é bem diferente da de hoje. Foi um jogo muito disputado, tivemos chances reais de gol e soubemos administrar o adversário. Eles tentaram nos pressionar, mas não teve um momento específico de grande pressão, não estivemos nem próximos de sofrer o gol. Controlamos o jogo e o Sporting Cristal tinha um time muito bom, eliminou concorrentes fortes (Vélez Sarsfield, Bolívar e Racing). Fomos com o empate para o Mineirão e acabei conquistando meu primeiro título de expressão internacional.

Paulo César Borges

Cruzeiro 2 x 1 Grêmio
Jogo de volta da final da Copa do Brasil de 1993
3 de junho de 1993
Mineirão

Empatamos em 0 a 0 o primeiro jogo em Porto Alegre, o Grêmio tinha o Dener e caiu uma chuva danada. Viemos para o Mineirão e essa partida me marcou muito, acabei fazendo uma defesa aos 46’ do segundo tempo, evitando o que seria o empate do Grêmio. Perderíamos o campeonato ali. O Cruzeiro fez 1 a 0, o Grêmio empatou ainda no primeiro tempo, e voltamos a marcar no início da etapa final. Vencer a primeira Copa do Brasil do Cruzeiro foi extraordinário, o clube vinha de um jejum sem títulos nacionais desde 1966. Poder levantar o troféu diante de um Mineirão lotado é indescritível. Essa sensação do Mineirão lotado era muito especial, os jogos do Cruzeiro sempre tinham 70, 80 mil nas arquibancadas. Nós, jogadores daquela época, mantemos contato até hoje e falamos sobre esses jogos especiais. Éramos um grupo muito unido, dentro e fora de campo. Tenho muita saudade dessa época do Cruzeiro e da minha carreira no futebol. Fizemos história e a história não se apaga.

Ricardinho

Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal
Segundo jogo da final da Copa Libertadores
13 de agosto de 1997
Mineirão

É o título mais difícil da América. Enfrentamos muitas adversidades durante a competição – estádios, torcidas, arbitragem. Era bem complicado. Chegamos para o último jogo da Libertadores, no Mineirão, e faltando pouco para o jogo começar tínhamos na cabeça que o Cruzeiro havia sido campeão em 1976 e que não poderíamos deixar escapar uma oportunidade como aquela para a história do Cruzeiro e para a nossa também. Eu tinha 20, 21 anos. Passa muita coisa na cabeça. Final é sempre complicado em todos os aspectos. Tem tensão, nervosismo, aquela coisa de não poder errar, de fazer um jogo perfeito. Não tivemos muitos lances de gol, foi uma partida muito dura, os dois times com muito medo de errar e sai aquele gol chorado do Elivélton. Sempre penso naquele jogo é até hoje estamos falando sobre isso por causa daquele momento. Jogamos tudo para ficar na história. Meu nome está marcado na história do Cruzeiro, nada vai apagar isso.

Fonte: O Tempo

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