

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o maior traficante de pasta base de cocaína do estado — e um dos maiores do país — em uma operação de inteligência que durou meses. Sonny Clay Dutra, de 43 anos, foi capturado na noite de sexta-feira (9/1), em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. Foragido desde 2019, ele tinha mandado de prisão em aberto e foi localizado após trabalho minucioso de investigação.
O governador Romeu Zema parabenizou a atuação das forças de segurança nas redes sociais, destacando a precisão da operação e afirmando que Minas Gerais não tolera a criminalidade organizada.
Condenado a 14 anos de prisão, Dutra era responsável pela logística do transporte de drogas de países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, para o Brasil. No momento da abordagem, ele não ofereceu resistência e também foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.
Segundo a chefe da Polícia Civil, delegada-geral Letícia Gamboge, a prisão é uma das mais relevantes dos últimos anos, diante da expressiva atuação do criminoso no tráfico de drogas em Minas Gerais e no país.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), vinculada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), com apoio da Diretoria de Inteligência Policial da Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP).
Natural de Ouro Preto, Sonny Clay Dutra já havia sido preso em 2019, mas teve a prisão preventiva revogada e passou a integrar a lista dos criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As investigações apontam que ele residia em Itaúna, embora tenha sido localizado em uma boate de Divinópolis.
A delegada-geral reforçou o compromisso das forças de segurança no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, afirmando que não haverá impunidade no estado. Já o delegado da Draco 1, Davi Batista Gomes, ressaltou as dificuldades para localizar o suspeito, que contava com ampla rede de proteção, grande poder financeiro e mudava frequentemente de endereço.
De acordo com o chefe da operação especializada do Deoesp, Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, o criminoso é investigado desde 2013 e atuava em um nível superior da logística do tráfico, sem vínculo direto com facções específicas. A partir de agora, a Polícia Civil dará início a uma nova fase da investigação, voltada para o aprofundamento das apurações sobre lavagem de dinheiro e identificação das demais ramificações da organização criminosa.
As investigações indicam que o esquema de lavagem envolve empresas de setores como alimentos e postos de combustíveis, com atuação em vários estados, incluindo São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal.
Fonte: Agência Minas





