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Vídeo revela últimos momentos de corretora mineira antes de ser morta em Caldas Novas

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram vítima no subsolo do prédio minutos antes do crime

Redação
Por: Redação
19/02/2026 às 23h02
Vídeo revela últimos momentos de corretora mineira antes de ser morta em Caldas Novas
Corpo da corretora foi localizado após 45 dias de buscas/Foto: Reprodução Internet

A Polícia Civil de Goiás divulgou nesta quinta-feira (19), durante coletiva de imprensa, um vídeo que mostra os últimos momentos de vida da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, antes de ser assassinada em Caldas Novas. A vítima ficou desaparecida por cerca de 45 dias, até que o corpo fosse encontrado em uma área de mata do município.

As imagens foram gravadas pela própria Daiane e enviadas a uma amiga pouco antes do crime. No vídeo, ela relata ter passado pela recepção do prédio onde morava e decidido descer ao subsolo para verificar se o disjuntor do apartamento 402 havia sido desligado.

Ao chegar ao local, a corretora registra: “Ah, olha quem eu encontro”, momento em que aparece o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos. Em seguida, ela afirma: “Acabei de perder minha energia no 402. Vamos lá ver se essa brincadeira está continuando”, enquanto caminha entre os medidores de energia.

Nas últimas palavras gravadas, Daiane diz: “409, 404, 406, tudo está aqui, mas o síndico está aqui embaixo, disso eu sei. Acho que o 402 fica aqui. Vamos ver se tem alguém brincando de desligar as coisas”. Logo depois, ela é atacada. O celular cai no chão e a gravação é interrompida.

Crime não ocorreu no subsolo

De acordo com as investigações, apesar da agressão ter começado no subsolo, Daiane não foi morta no local. O delegado André Luiz Barbosa informou que a perícia técnica concluiu que disparos de arma de fogo naquela área seriam plenamente audíveis na recepção e em prédios vizinhos. Porteiros ouvidos negaram ter escutado tiros.

O laudo pericial confirmou que a vítima foi morta com dois tiros na cabeça, o que contraria a versão apresentada pelo síndico, que alegou disparo acidental. Segundo a polícia, também foi encontrada pequena quantidade de sangue no subsolo, reforçando a hipótese de que o homicídio ocorreu em outro local.

Corpo foi encontrado após confissão

O corpo da corretora foi localizado em uma área de mata após o próprio síndico confessar o crime e indicar onde havia ocultado o cadáver. A vítima estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas e administrava apartamentos da mãe no mesmo condomínio. Imagens de segurança mostram a corretora descendo pelo elevador até o subsolo, sem retornar. A família afirmou que ela não foi vista deixando o prédio e que seu carro permanecia em Uberlândia.

Histórico de conflitos e denúncia do MP

As investigações apontam que Daiane e o síndico mantinham um histórico de conflitos relacionados à administração de imóveis no condomínio. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás, Cléber perseguia a corretora desde janeiro de 2024, após divergências envolvendo locações.

O MP sustenta que ele teria adotado condutas reiteradas de intimidação, dificultado manutenções, monitorado a movimentação da vítima e sabotado serviços essenciais como água, internet, gás e energia elétrica. Há ainda registro de agressão física em fevereiro de 2025, quando o síndico teria desferido uma cotovelada contra Daiane durante discussão.

Apesar de alegar que o crime não foi premeditado, a investigação aponta indícios de perseguição prolongada e violência crescente antes do assassinato. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Veja o vídeo dos momentos antes da morte da corretora:

 
 
 
 
 
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Da Redação com informações de Itatiaia 

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