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Corpo de jovem é encontrado após quatro dias de buscas no Rio Pandeiros, em Januária

Vítima de 19 anos desapareceu na 1ª Cachoeira do Pandeiros; operações enfrentaram condições adversas

Redação
Por: Redação
21/02/2026 às 10h10 Atualizada em 21/02/2026 às 10h17
Corpo de jovem é encontrado após quatro dias de buscas no Rio Pandeiros, em Januária
Foto: CBMMG

O Corpo de Bombeiros localizou, na manhã desta sexta-feira (20), o corpo do jovem de 19 anos que havia desaparecido na tarde da última terça-feira (17) após submergir nas águas do Rio Pandeiros, em Januária.

O afogamento ocorreu em um ponto conhecido como “1ª Cachoeira do Pandeiros”, situado a aproximadamente 52 quilômetros do município. Segundo a corporação, o rapaz nadava com três amigos quando submergiu e não retornou à superfície.

As buscas se estenderam por quatro dias e foram classificadas como de alta complexidade. As equipes enfrentaram água turva, com visibilidade praticamente nula, leito irregular com grande quantidade de pedras e galhadas, além de forte correnteza e pontos de sucção na base da cachoeira.

Durante a operação, foram empregadas técnicas de mergulho autônomo, varreduras com embarcações e uso de drones (RPA) para mapeamento da área. Por volta das 7h30 desta sexta-feira, o corpo emergiu a cerca de 200 metros abaixo do ponto onde a vítima havia sido vista pela última vez.

Após o resgate, o corpo ficou sob responsabilidade da perícia da Polícia Civil e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Januária.

Orientações de segurança

O Corpo de Bombeiros reforçou a importância da adoção de medidas de autoproteção em rios e cachoeiras, destacando riscos como correntezas intensas, variações bruscas de profundidade, pedras submersas e redemoinhos.

Entre as recomendações estão:

Evitar locais desconhecidos ou sinalizados como perigosos;

Não entrar na água após o consumo de bebidas alcoólicas;

Nunca nadar sozinho;

Manter crianças sob supervisão constante, mesmo em áreas rasas;

Acionar o 193 em caso de emergência.

A corporação também orienta que, em situações de afogamento, não se deve realizar salvamento com contato direto, pois a vítima em pânico pode agarrar o socorrista. A forma mais segura de ajudar é lançar um objeto flutuante e aguardar a chegada do resgate especializado.

Foto: CBMMG 
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