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Filha de 10 anos narra abusos à mãe e pai é preso no interior de MG

Prisão foi feita Pela Polícia Civil nesta sexta-feira (27/3)

Redação
Por: Redação
28/03/2026 às 08h36 Atualizada em 28/03/2026 às 08h45
Filha de 10 anos narra abusos à mãe e pai é preso no interior de MG
Crime aconteceu em Padre Paraíso (MG), no Vale do Jequitinhonha/Foto: Reprodução PCMG

Um homem de 39 anos foi preso nesta sexta-feira (27 de março), suspeito de abusar sexualmente da própria filha, de 10 anos, no município de Padre Paraíso, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

De acordo com informações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o caso veio à tona após a criança relatar à mãe que não desejava mais manter contato com o pai. Durante a conversa, a menina revelou ter sido vítima de atos libidinosos praticados pelo suspeito.

Diante da gravidade da denúncia, a mãe procurou as autoridades, e a Polícia Civil solicitou imediatamente medidas protetivas de urgência. A ação garantiu o afastamento da vítima do convívio com o investigado, visando preservar a integridade física e psicológica da criança.

O suspeito foi localizado e preso, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A vítima passou por exames periciais, que são fundamentais para a apuração dos fatos. O inquérito policial segue em andamento e aguarda a realização da escuta especializada — procedimento previsto em lei que permite colher o depoimento da criança de forma protegida, evitando sua revitimização.

Até o momento, as autoridades não informaram quando os abusos teriam ocorrido nem se houve repetição das práticas.

Violência sexual contra crianças em Minas preocupa

O caso reforça um cenário alarmante em Minas Gerais. Levantamento recente do Ministério Público apontou que o estado registrou 4.101 denúncias de estupro de vulnerável envolvendo vítimas menores de 14 anos, entre 21 de fevereiro de 2025 e 21 de fevereiro de 2026.

Desse total, 235 casos resultaram em gravidez, evidenciando a gravidade das ocorrências.

Outro dado preocupante é que, em 2.169 casos — o equivalente a 52,8% — o agressor fazia parte do círculo familiar ou era alguém de confiança da vítima, o que evidencia a predominância da violência dentro do próprio ambiente doméstico.

As autoridades reforçam a importância da denúncia e destacam que familiares, professores e pessoas próximas devem estar atentos a sinais de comportamento que possam indicar situações de abuso.

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