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Aneel confirma bandeira amarela na conta de luz em maio

Consumidores terão cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos

Redação
Por: Redação
25/04/2026 às 07h55
Aneel confirma bandeira amarela na conta de luz em maio
Indústria teme novos aumentos no segundo semestre

Consumidores terão cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; indústria teme novos aumentos no segundo semestre

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (24/4), que a bandeira tarifária válida para o mês de maio será a amarela. Com a mudança, os consumidores brasileiros passarão a pagar custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de energia elétrica.

Segundo a agência reguladora, a decisão foi motivada pela redução das chuvas durante a transição do período chuvoso para o período seco. O cenário diminui a geração por usinas hidrelétricas e exige maior acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, indicando condições favoráveis de geração e ausência de cobrança extra ao consumidor. O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado pela Aneel em 2015 com o objetivo de informar mensalmente a população sobre os custos reais da produção de energia no país.

Preocupação do setor industrial

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com os impactos da decisão nos custos das empresas, especialmente da indústria, que depende fortemente da energia elétrica como insumo produtivo.

De acordo com o coordenador de Mercado de Energia da entidade, Sérgio Pataca, o anúncio confirma uma mudança importante no cenário hídrico nacional.

“A entrada no período seco no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país, reduz a capacidade de recuperação dos níveis e já começa a pressionar o custo de geração”, afirmou em nota.

Ainda segundo a Fiemg, a ausência de definição climática sobre a ocorrência do fenômeno El Niño amplia a incerteza em relação ao volume de chuvas nos próximos meses, aumentando o risco de acionamento de usinas mais caras e da elevação da bandeira para o patamar vermelho no início do segundo semestre.

Da Redação com Agência Brasil

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