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Morre Renato Machado, ícone do telejornalismo brasileiro, aos 83 anos

Veterano da televisão e referência na cobertura de grandes acontecimentos nacionais e internacionais, jornalista deixa um legado de mais de quatro décadas marcado pelo compromisso com a informação, a ética e a credibilidade

Redação
Por: Redação
16/07/2026 às 17h07
Morre Renato Machado, ícone do telejornalismo brasileiro, aos 83 anos
Foto: Acervo-Globo-Bom dia Brasil

O jornalismo brasileiro perdeu nesta quinta-feira (16) um de seus nomes mais respeitados. Renato Machado morreu aos 83 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de insuficiência cardíaca. A notícia encerra a trajetória de um profissional que dedicou mais de 40 anos à televisão, tornando-se símbolo de credibilidade, equilíbrio e compromisso com a informação.

Ao longo da carreira, Renato Machado esteve à frente de alguns dos principais telejornais do país, como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, RJTV e Jornal Nacional. Também atuou como correspondente internacional em Londres, cobrindo acontecimentos históricos que marcaram o mundo e levando ao público uma cobertura pautada pela precisão dos fatos e pelo rigor jornalístico.

Sua trajetória começou no rádio e na imprensa escrita antes de chegar à televisão. Formado em Direito, escolheu o jornalismo como missão de vida. Cobriu conflitos internacionais, crises políticas, tragédias e momentos decisivos da história do Brasil, sempre guiado pelos princípios da apuração responsável e da informação de interesse público.

Entre 1996 e 2010, à frente do Bom Dia Brasil, participou da modernização do telejornal, contribuindo para um formato mais dinâmico, sem abrir mão da profundidade e da seriedade que marcaram sua atuação.

Após retornar ao Brasil como repórter especial do Globo Repórter, produziu reportagens reconhecidas pela qualidade editorial, incluindo trabalhos que renderam indicação ao Emmy Internacional.

Mais do que um apresentador, Renato Machado representou uma geração de jornalistas que acreditava que informar é um compromisso com a sociedade. Seu legado reforça um princípio essencial da profissão: o jornalismo existe para buscar a verdade dos fatos, ouvir diferentes lados, verificar informações e apresentá-las de forma clara, correta e imparcial.

Renato Machado deixa familiares, colegas de profissão e milhões de brasileiros que acompanharam sua carreira. Seu trabalho permanecerá como referência para as futuras gerações de jornalistas e para todos que defendem uma imprensa comprometida com a ética, a responsabilidade e o direito da população à informação verdadeira.

Da redação, Elen Ferrari 

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