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Brutalidade sem limites: homem é preso após tentar matar mulher a marteladas e abandonada em área rural no Norte de Minas

Segundo a Polícia Civil, suspeito acreditou que a vítima estivesse morta após as agressões. Mulher sobreviveu, passou por cirurgia e segue internada em estado grave

Redação
Por: Redação
10/07/2026 às 09h27
Brutalidade sem limites: homem é preso após tentar matar mulher a marteladas e abandonada em área rural no Norte de Minas
Foto: Reprodução/internet

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 40 anos, investigado por uma brutal tentativa de feminicídio ocorrida no município de Curral de Dentro, no Norte de Minas.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu após a vítima sair de um bar acompanhada do suspeito. Durante o trajeto, o homem teria mudado o percurso do veículo, levado a mulher para uma área isolada, onde teria tentado praticar violência sexual e, em seguida, desferido diversos golpes de martelo contra a vítima.

Ainda conforme a Polícia Civil, acreditando que a mulher estivesse morta, o investigado a abandonou em uma área rural de Santa Cruz de Salinas, localizada a aproximadamente 28 quilômetros de Curral de Dentro.

A vítima permaneceu no local até ser encontrada por moradores dois dias depois. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada ao hospital em estado gravíssimo.

Segundo a Polícia Civil, a mulher sofreu traumatismo cranioencefálico, fraturas na face, hematomas, hemorragias e diversas outras lesões. Ela passou por cirurgia e segue internada sob cuidados médicos.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, que acabou se apresentando espontaneamente na delegacia acompanhado de um advogado, onde teve o mandado judicial cumprido. O caso segue sendo investigado.

Violência contra a mulher preocupa autoridades

Infelizmente, casos de feminicídio e de tentativas de feminicídio continuam crescendo e acendem um alerta em todo o país. Mulheres têm sido vítimas de violência extrema praticada por homens que não aceitam o fim de relacionamentos, a rejeição ou a perda do controle sobre a vida da vítima.

A escalada desse tipo de crime preocupa especialistas e autoridades da segurança pública, que reforçam a importância das denúncias e da atuação rápida das forças policiais para evitar que agressões evoluam para mortes.

O combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade. Romper o silêncio e denunciar qualquer forma de agressão pode salvar vidas.

O que diz a lei

O feminicídio é considerado uma das formas mais graves de homicídio e está previsto no Código Penal Brasileiro como o assassinato de uma mulher em razão de sua condição de sexo feminino, geralmente motivado por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação contra a mulher.

Além disso, a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, prevendo medidas protetivas de urgência, afastamento do agressor e outras garantias para preservar a integridade física e psicológica da vítima.

A legislação brasileira também prevê punições severas para crimes de tentativa de feminicídio, violência sexual, lesão corporal e cárcere privado, podendo resultar em penas elevadas quando comprovadas pela Justiça.

A violência contra a mulher não pode ser normalizada. Denunciar é um ato de proteção e cidadania. Em casos de emergência, a vítima ou qualquer pessoa pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou buscar orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180.

O enfrentamento ao feminicídio depende da atuação das autoridades e do compromisso de toda a sociedade em não se calar diante da violência.

Fonte: g1

Da redação, Elen Ferrari

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