

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação Nexus, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas em larga escala, homicídios e lavagem de dinheiro. As ações foram realizadas nos municípios de Curvelo e Inimutaba.
De acordo com as investigações, iniciadas em fevereiro de 2023, o grupo teria uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes para a execução de diferentes atividades criminosas. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o volume de recursos movimentados pelos suspeitos durante o período analisado: cerca de R$ 43 milhões.
A apuração também identificou indícios de uma possível influência de uma facção criminosa sobre a organização investigada. O principal apontado como líder do grupo está foragido e, segundo a Polícia Civil, pode estar fora do país.
A Polícia Civil representou à Justiça pela adoção de diversas medidas cautelares. Entre elas estão nove mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais ligados aos investigados.
A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias e medidas relacionadas a veículos que poderiam estar vinculados às atividades criminosas.
As equipes cumpriram as ordens judiciais em diferentes endereços de Curvelo e Inimutaba. Um dos alvos já estava preso por tráfico de drogas e também foi notificado da prisão temporária relacionada à Operação Nexus.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, documentos e outros materiais que agora serão submetidos à análise dos investigadores. A expectativa é que as informações obtidas ajudem a esclarecer o funcionamento da organização, a divisão de tarefas entre os integrantes e a forma como os recursos financeiros eram movimentados.
A operação mobilizou policiais do 14º Departamento de Polícia Civil, com participação de equipes das delegacias regionais de Pirapora e Diamantina, além de policiais da sede do departamento, em Curvelo.
As investigações continuam. A Polícia Civil deve analisar o material recolhido e aprofundar a apuração para identificar a participação individual de cada suspeito e esclarecer a extensão das atividades atribuídas ao grupo.
Os investigados são considerados suspeitos e têm direito à defesa e à presunção de inocência. A responsabilidade criminal somente poderá ser definida pela Justiça ao final do processo.
Origem do nome da Operação Nexus explica o foco da investigação
O nome Nexus, de origem latina, significa ligação ou conexão e faz referência aos vínculos identificados pela investigação entre integrantes de uma organização criminosa. A operação apura a relação entre crimes como tráfico de drogas, homicídios, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de investigar a movimentação financeira do grupo. A Operação Nexus segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.
Fonte: Polícia Civil




