

Enfrentar uma situação de violência pode ser ainda mais difícil quando a mulher não sabe a quem recorrer. Nesse contexto,o Município de Curvelo reforça a importância de as mulheres conhecerem e utilizarem a rede de apoio disponível em situações de violência.
A orientação destaca que familiares, amigos, serviços públicos e canais de denúncia podem oferecer acolhimento, informação, atendimento e encaminhamento, contribuindo para interromper ciclos de violência e garantir proteção.
Enfrentar uma situação de violência pode ser ainda mais difícil quando a mulher não sabe a quem recorrer. Por isso, conhecer e fortalecer a rede de apoio é fundamental. Essa estrutura é formada por redes informais e formais, que podem atuar de maneira complementar no atendimento às mulheres.
Apoio também começa nas relações do dia a dia
A rede de apoio informal é formada por familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Essas pessoas podem perceber mudanças de comportamento, sinais de sofrimento ou situações de violência e oferecer uma escuta acolhedora.
Mais do que questionar ou julgar, é importante ouvir, respeitar o tempo da mulher e demonstrar que ela não está sozinha. O apoio também pode ocorrer de forma prática, como acompanhá-la até uma unidade de saúde, delegacia ou serviço da assistência social.
A orientação é evitar atitudes que possam aumentar a vulnerabilidade da vítima. As decisões sobre os próximos passos devem ser respeitadas, e a mulher precisa receber informações para escolher, com segurança, os caminhos que deseja seguir.
Serviços públicos integram a rede formal
A rede de apoio formal reúne serviços públicos de diferentes áreas e profissionais preparados para oferecer atendimento, orientação e encaminhamento conforme cada situação.
Na segurança pública, estão as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e a Polícia Militar. Na área da Justiça, fazem parte dessa rede instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Na saúde, a mulher pode procurar a Estratégia de Saúde da Família (ESF) de referência, unidades de pronto atendimento e outros serviços especializados, conforme a necessidade.
A assistência social também integra essa rede por meio de equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), além de outras políticas e serviços disponíveis no município.
Informação ajuda a romper o silêncio
Além dos atendimentos presenciais, existem canais que permitem buscar orientação e registrar denúncias. O Ligue 180 oferece atendimento e informações sobre direitos e serviços destinados às mulheres.
O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Conhecer esses canais é importante não apenas para quem sofre diretamente a violência, mas também para familiares, amigos, vizinhos e qualquer pessoa que identifique uma possível situação de violação de direitos.
Uma rede que precisa funcionar de forma integrada
O enfrentamento à violência contra a mulher não depende de uma única instituição. Segurança pública, saúde, Justiça, assistência social e demais políticas públicas precisam atuar de maneira articulada para oferecer um atendimento acolhedor e humanizado.
A sociedade também tem um papel importante nesse processo. Ouvir sem julgar, respeitar as decisões, oferecer companhia e ajudar a encontrar os serviços adequados são atitudes que podem fazer a diferença.
O Município de Curvelo reforça que a violência contra a mulher não deve ser tratada como um problema privado ou como uma situação que a vítima precisa enfrentar sozinha. Buscar ajuda é um direito, e oferecer apoio também é uma forma de proteção.
A informação e o acesso à rede de atendimento podem ser passos importantes para que mulheres em situação de violência encontrem acolhimento, segurança e caminhos para romper o ciclo de violência.
SERVIÇO
Polícia Militar: 190 - em casos de emergência ou risco imediato.
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM): (38) 3722-4800. O serviço é vinculado à Polícia Civil de Minas Gerais.
Polícia Civil - 1ª Delegacia Regional de Curvelo: (38) 3729-6119.
CREAS: (38) 3722-8837 - atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Secretaria Municipal de Assistência Social: (38) 3721-3923.
Secretaria Municipal de Saúde: (38) 3722-3277.
Ligue 180: orientação e atendimento à mulher em situação de violência.
Disque 100: denúncias de violações de direitos humanos.
Curvelo também possui a Sala Lilás, espaço de acolhimento especializado, reservado e humanizado para mulheres e meninas vítimas de violência, integrado à rede municipal de proteção.
Importante: em caso de perigo imediato, a orientação é ligar para o 190 ou procurar a unidade policial mais próxima.
Fonte: Prefeitura de Curvelo
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Da redação, Elen Ferrari




