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Curvelo e região buscam novas famílias para acolhimento temporário de crianças e adolescentes

Moradores de Curvelo, Inimutaba, Felixlândia, Presidente Juscelino e Morro da Garça podem participar do serviço de acolhimento temporário de crianças e adolescentes

Redação
Por: Redação
31/08/2026 às 17h13 Atualizada em 01/09/2026 às 12h36
Curvelo e região buscam novas famílias para acolhimento temporário de crianças e adolescentes
Foto: Reprodução/Internet- Família acolhedora

Há momentos em que uma criança precisa, antes de qualquer outra coisa, encontrar um lugar onde se sinta segura. Não necessariamente um novo lar definitivo, mas um ambiente em que possa ser cuidada, ouvida, protegida e cercada de afeto enquanto sua história é acompanhada pela rede de proteção. É nesse espaço que atua o serviço de Família Acolhedora Regionalizada.

A iniciativa busca mobilizar pessoas e famílias interessadas em oferecer acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, precisam ser afastados provisoriamente de sua família de origem.

A proposta da campanha é mostrar que acolher vai muito além de abrir as portas de uma casa. Trata-se de disponibilizar tempo, atenção, cuidado e convivência durante um período delicado da vida de uma criança ou adolescente.

O valor das pequenas coisas

Uma brincadeira, uma conversa antes de dormir, uma refeição compartilhada, o acompanhamento das atividades escolares ou simplesmente a presença de um adulto disponível podem parecer atitudes simples. Para uma criança que atravessa uma situação de afastamento familiar, porém, esses momentos podem representar segurança e estabilidade.

A campanha chama atenção justamente para a importância dessas experiências na infância. São os vínculos e as memórias construídas no cotidiano que podem permanecer como referências importantes ao longo da vida.

Por isso, a Família Acolhedora não tem como objetivo substituir definitivamente a família de origem nem se confunde com adoção. O acolhimento é temporário e ocorre enquanto a situação da criança ou do adolescente é acompanhada pelos serviços responsáveis e pela rede de proteção.

Acolher é estar presente

A família que participa do serviço assume o compromisso de oferecer um ambiente seguro e acolhedor. Entre as responsabilidades estão os cuidados cotidianos, o acompanhamento escolar e de saúde, a alimentação, o lazer, a escuta e a atenção às necessidades individuais da criança ou do adolescente.

Todo o processo ocorre dentro de critérios estabelecidos pelo serviço e conta com acompanhamento técnico. As decisões relacionadas à permanência da criança, ao retorno à família de origem ou a outras medidas de proteção são tomadas conforme cada caso e dentro do sistema de garantia de direitos.

Quem pode participar?
Para se tornar uma família acolhedora, é necessário atender a alguns critérios e participar das etapas de avaliação e preparação previstas pelo serviço.

Entre os principais requisitos estão:
Ter mais de 21 anos;
Contar com a concordância de todos os moradores da residência;
Ter disponibilidade de tempo e espaço para acolher uma criança ou adolescente;
Não ter interesse em adoção;
Participar da avaliação psicossocial e da capacitação oferecida pela equipe responsável.

O processo de habilitação é importante para que a família conheça as responsabilidades do acolhimento e esteja preparada para oferecer um ambiente adequado, seguro e afetivo.

Uma participação que pode fazer diferença
O serviço apresenta à sociedade uma maneira concreta de contribuir para a proteção da infância e da adolescência. Para quem tem disponibilidade, estrutura familiar e interesse em conhecer essa proposta, o primeiro passo é buscar informações e entender como funciona o processo.

Quem deseja conhecer o serviço e saber como participar pode realizar a inscrição pelo link ACESSE O LINK : CLIQUE AQUI ou entrar em contato pelo WhatsApp (38) 99832-9149.

Ser uma família acolhedora não significa apagar a história de uma criança, mas ajudá-la a atravessar um período difícil com mais proteção, respeito e afeto.

No fim, acolher pode significar algo simples e, ao mesmo tempo, muito importante: estar presente quando uma criança mais precisa de alguém.
Família acolhedora: oferecer tempo, cuidado e afeto também é uma forma de transformar histórias.

Fonte: Acolhimento Familiar Regionalizado - Comarca de Curvelo

 
 
 
 
 
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Da redação, Elen Ferrari 

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