

Setembro chega trazendo uma data que faz o Brasil olhar para a própria história. Em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil. O episódio, eternizado pela expressão “Grito do Ipiranga”, entrou para a memória nacional e transformou o 7 de Setembro em uma das datas mais simbólicas do país.
Hoje, a data é feriado nacional em todo o Brasil, mobilizando escolas, instituições públicas, forças militares e a sociedade civil em celebrações que recordam um dos momentos decisivos da formação brasileira.
No feriado, a história ganha movimento. Bandeiras brasileiras aparecem nas ruas, uniformes tomam as avenidas e os tradicionais desfiles cívico-militares reúnem milhares de pessoas em diferentes cidades. Apresentações aéreas, incluindo demonstrações da Esquadrilha da Fumaça, também fazem parte das celebrações em determinadas localidades.
Mas o 7 de Setembro não precisa ser visto apenas como uma cerimônia. A data também provoca uma pergunta que atravessa gerações: o que significa ser um país independente?
Mais de dois séculos depois do episódio de 1822, a Independência pode ser lembrada não apenas como um acontecimento do passado, mas como uma oportunidade para discutir cidadania, direitos, responsabilidade coletiva e os desafios de construir um país mais justo.
Entre o Brasil imperial e o Brasil contemporâneo existe uma longa história de transformações. Mudaram as instituições, a sociedade, a economia e a própria ideia de cidadania. O país deixou de ser uma monarquia e tornou-se uma república.
A população cresceu, novas vozes conquistaram espaço e diferentes grupos passaram a reivindicar participação e direitos. Por isso, o 7 de Setembro pode ser mais do que uma lembrança de Dom Pedro I. É também um convite para pensar no Brasil que existe hoje , e naquele que ainda está sendo construído.
No cenário internacional, 7 de setembro também é o Dia Internacional do Ar Limpo para um Céu Azul, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção para os impactos da poluição atmosférica e para a importância de políticas voltadas à melhoria da qualidade do ar.
A data está inserida em um mês marcado por diferentes campanhas de conscientização, entre elas o Setembro Amarelo, dedicado à prevenção do suicídio, à valorização da vida e à conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental; o Setembro Verde, relacionado à conscientização sobre a doação de órgãos e, em diferentes iniciativas, à inclusão e aos direitos das pessoas com deficiência; além de ações identificadas pelas cores roxa e azul, que ampliam o debate sobre doenças raras, fibrose cística, Alzheimer e questões relacionadas à comunidade surda.
O 7 de Setembro pertence à história brasileira, mas sua importância não precisa ficar presa ao passado.
É feriado. É memória. É celebração. E também é reflexão.
Nas ruas, o Brasil celebra sua Independência. Nos livros, recorda 1822. E, no presente, a data pode servir para lembrar que a construção de um país não terminou naquele grito às margens do Ipiranga. Ela continua todos os dias, nas escolhas, nos direitos, nos deveres e na participação de cada cidadão.
Do Grito do Ipiranga ao Brasil de hoje, o 7 de Setembro permanece como uma data para lembrar de onde o país veio, reconhecer o caminho percorrido e refletir sobre o Brasil que ainda está sendo construído.
Da redação, Elen Ferrari




