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Família Acolhedora Regionalizada já realizou 40 acolhimentos na Comarca de Curvelo

Serviço reúne cinco municípios e oferece proteção, cuidado temporário e convivência familiar a crianças e adolescentes afastados provisoriamente de suas famílias

Redação
Por: Redação
16/09/2026 às 13h57 Atualizada em 17/09/2026 às 09h16
Família Acolhedora Regionalizada já realizou 40 acolhimentos na Comarca de Curvelo
Foto: Reprodução/internet - Família Acolhedora

Às vezes, tudo o que uma criança precisa em um momento difícil é encontrar uma porta aberta, um colo disponível e um lugar onde possa se sentir segura.

É nesse espaço de cuidado e proteção que atua o Serviço de Família Acolhedora Regionalizada da Comarca de Curvelo, uma iniciativa que transforma solidariedade em acolhimento e oferece a crianças e adolescentes a possibilidade de viver, temporariamente, dentro de um ambiente familiar.

Desenvolvido pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Médio Rio das Velhas (CIMEV), o serviço atende Curvelo, Inimutaba, Felixlândia, Presidente Juscelino e Morro da Garça. Entre 2021 e 2026, 18 famílias foram habilitadas e 40 acolhimentos foram realizados, sendo 22 de crianças, 12 de adolescentes e seis de bebês.

Cada número representa uma história diferente. São crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, precisaram ser temporariamente afastados do convívio com suas famílias de origem e encontraram, durante esse período, uma família preparada para oferecer aquilo que mais importa: proteção, cuidado e afeto.

O tempo médio de permanência no serviço é de aproximadamente sete meses, mas não existe um período igual para todos. Cada situação é acompanhada individualmente pela equipe responsável e pela rede de proteção, respeitando as necessidades e a história de cada criança ou adolescente.

Acolher é diferente de adotar 

A família acolhedora recebe a criança ou o adolescente em sua casa de forma temporária. Durante esse período, oferece rotina, atenção, segurança e convivência familiar, enquanto profissionais acompanham a situação e trabalham para definir os próximos passos.

Quando possível e seguro, o objetivo é contribuir para que a criança ou o adolescente retorne à família de origem ou à família extensa. A adoção, por outro lado, é uma medida definitiva, que estabelece uma nova relação de filiação e segue os procedimentos legais previstos, incluindo a habilitação junto à Vara da Infância e da Juventude.

Por isso, a família que acolhe não precisa pensar em substituir a família de origem. Seu papel é diferente: cuidar durante o tempo necessário e ajudar uma criança a atravessar um período difícil com mais segurança e dignidade.

Ser uma família acolhedora exige disponibilidade, responsabilidade e preparo. Também significa compreender que o vínculo criado durante o acolhimento tem uma finalidade específica e que, ao final, poderá ser necessário se despedir.

Durante o período em que permanece com a família acolhedora, a criança ou o adolescente pode encontrar uma rotina, receber atenção, brincar, estudar, conviver e experimentar novamente a sensação de estar em um ambiente protegido.

A proposta não é apagar sua história, mas respeitá-la. Não é romper vínculos, mas ajudar a preservá-los sempre que isso for possível e seguro.
Uma rede que acolhe

A modalidade regionalizada permite que os cinco municípios compartilhem a estrutura necessária para manter o serviço e ampliar a oferta de acolhimento familiar.

Dessa forma, famílias de diferentes cidades podem fazer parte de uma rede que trabalha para proteger crianças e adolescentes em momentos de vulnerabilidade.

Inscrições estão abertas durante todo o ano

Em Curvelo, o Serviço de Família Acolhedora Regionalizada está localizado na Rua Barão do Rio Branco, nº 353, Centro, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

As inscrições estão abertas durante todo o ano. Quem deseja conhecer o programa pode acessar o link disponível na bio do serviço, preencher o formulário de inscrição ou entrar em contato pelo WhatsApp (38) 99832-9149.

A partir da inscrição, os interessados recebem orientações sobre as etapas de habilitação, avaliação e capacitação.

ACESSE O LINK E PREENCHA O FORMULÁRIO

Os 40 acolhimentos realizados desde 2021 mostram o alcance do trabalho, mas também lembram que cada acolhimento é único. Por trás de cada registro existe uma criança, um adolescente, uma família e profissionais empenhados em garantir direitos.

Acolher não é adotar. É oferecer, por um período, um lugar seguro, cuidado, proteção e afeto para uma criança ou adolescente que precisa de apoio.

É abrir espaço na casa e na rotina para ajudar essa criança a atravessar um momento difícil, fortalecer seus vínculos e seguir sua história com mais segurança. Porque, mesmo sendo temporário, o acolhimento pode deixar uma marca permanente de cuidado e esperança na vida de quem mais precisa.

Fonte: Família Acolhedora Regionalizada | Comarca de Curvelo

 
 
 
 
 
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Da redação, Elen Ferrari 

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