

Às vezes, uma pergunta simples pode ser o primeiro passo para perceber que alguém precisa de ajuda. Foi com essa perspectiva que uma ação do Setembro Amarelo, realizada em Joaquim Felício, levou para a comunidade uma mensagem de acolhimento, diálogo e atenção à saúde mental.
Promovida pela Secretaria Municipal de Saúde e conduzida pela psicóloga Kely, a iniciativa abriu espaço para conversar sobre sentimentos, sofrimento emocional e prevenção ao suicídio. Mais do que levar informações, a atividade buscou aproximar o tema da realidade das pessoas e mostrar que pedir ajuda não deve ser encarado como sinal de fraqueza.
Em um ambiente de conversa e escuta, moradores tiveram contato com orientações sobre a importância de reconhecer sinais de sofrimento, falar sobre o que estão sentindo e procurar apoio diante de situações que ultrapassem a capacidade de enfrentamento individual.
Falar também é uma forma de cuidar
A saúde mental nem sempre apresenta sinais visíveis. Por isso, prestar atenção às mudanças de comportamento, demonstrar interesse e estar disponível para ouvir podem fazer parte de uma rede de cuidado.
Foi justamente essa mensagem que a ação procurou fortalecer. Entre adultos, crianças e famílias, o encontro mostrou que falar sobre saúde mental contribui para diminuir o silêncio em torno de questões que ainda podem ser difíceis de abordar.
O Setembro Amarelo amplia essa discussão ao longo do mês, mas o cuidado não precisa ficar restrito ao período da campanha. A atenção aos sentimentos e às necessidades emocionais deve fazer parte da rotina, assim como acontece com outros aspectos da saúde.
Pedir ajuda é um ato de coragem
Uma das mensagens destacadas durante a ação resume o propósito da iniciativa: “Você não está sozinho(a). Pedir ajuda é um ato de coragem!”
A frase reforça a importância de procurar apoio quando o sofrimento se torna difícil de enfrentar sozinho.
Conversar com alguém de confiança e buscar atendimento de profissionais de saúde são atitudes que podem contribuir para enfrentar momentos de crise e sofrimento emocional.
Em Joaquim Felício, a mobilização do Setembro Amarelo deixou uma reflexão que permanece para além da campanha: cuidar também é ouvir, acolher, perguntar como o outro está e não ignorar sinais de sofrimento.
Quando uma pessoa encontra espaço para falar sem medo de julgamentos, pode encontrar também um caminho para buscar ajuda. E, muitas vezes, é justamente nesse primeiro diálogo que começa uma rede de cuidado.
Fonte: Prefeitura de Joaquim Felício
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Da redação, Elen Ferrari




