

Uma investigação que durou cerca de três anos chegou a uma nova etapa nesta semana com a prisão de seis pessoas suspeitas de envolvimento em crimes cometidos dentro de clínicas clandestinas de recuperação em Montes Claros. Entre os presos está o proprietário dos estabelecimentos, apontado pela Polícia Civil como principal alvo da apuração.
A Operação Refúgio Seguro, deflagrada na terça-feira (22), investiga denúncias de tortura, agressões físicas, abusos sexuais, crimes contra a saúde pública e irregularidades no uso de medicamentos em instituições que atendiam mulheres e adolescentes.
Segundo a delegada Karine Maia, o proprietário das clínicas teria utilizado ameaças, chantagens e oferta de dinheiro ou drogas para manter relações sexuais com internas. A polícia também apura relatos de castigos, agressões e tortura dentro das unidades.
Outro ponto investigado é o suposto controle das visitas. Conforme a Polícia Civil, funcionários acompanhavam as conversas entre internas e familiares e algumas mulheres teriam sido ameaçadas para não revelar o que acontecia dentro das clínicas.
Ao longo da apuração, seis clínicas ligadas ao grupo foram identificadas. As investigações apontam ainda irregularidades envolvendo adolescentes junto a adultos, medicamentos e condições de internação.
A Polícia Civil também apura duas mortes ocorridas dentro das instituições e continua trabalhando para identificar vítimas, reunir provas e esclarecer a participação individual dos suspeitos.
Os seis presos estão sob prisão temporária por 30 dias, conforme informado pela polícia. A investigação continua.
Fonte: PCMG




