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Seis pessoas são presas em Montes Claros após operação revelar denúncias de tortura e abusos em clínicas clandestinas

Proprietário e funcionários estão entre os presos; Polícia Civil identificou vítimas de abuso sexual e apura denúncias de tortura, agressões e irregularidades no uso de medicamentos

Redação
Por: Redação
23/09/2026 às 16h47
Seis pessoas são presas em Montes Claros após operação revelar denúncias de tortura e abusos em clínicas clandestinas
Foto: Jhullie Rodrigues- PCMG

Uma investigação que durou cerca de três anos chegou a uma nova etapa nesta semana com a prisão de seis pessoas suspeitas de envolvimento em crimes cometidos dentro de clínicas clandestinas de recuperação em Montes Claros. Entre os presos está o proprietário dos estabelecimentos, apontado pela Polícia Civil como principal alvo da apuração.

A Operação Refúgio Seguro, deflagrada na terça-feira (22), investiga denúncias de tortura, agressões físicas, abusos sexuais, crimes contra a saúde pública e irregularidades no uso de medicamentos em instituições que atendiam mulheres e adolescentes.

Segundo a delegada Karine Maia, o proprietário das clínicas teria utilizado ameaças, chantagens e oferta de dinheiro ou drogas para manter relações sexuais com internas. A polícia também apura relatos de castigos, agressões e tortura dentro das unidades.

Outro ponto investigado é o suposto controle das visitas. Conforme a Polícia Civil, funcionários acompanhavam as conversas entre internas e familiares e algumas mulheres teriam sido ameaçadas para não revelar o que acontecia dentro das clínicas.

Ao longo da apuração, seis clínicas ligadas ao grupo foram identificadas. As investigações apontam ainda irregularidades envolvendo adolescentes junto a adultos, medicamentos e condições de internação.

A Polícia Civil também apura duas mortes ocorridas dentro das instituições e continua trabalhando para identificar vítimas, reunir provas e esclarecer a participação individual dos suspeitos.

Os seis presos estão sob prisão temporária por 30 dias, conforme informado pela polícia. A investigação continua.

Fonte:  PCMG

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