

Uma história de resgate, recuperação e conservação ambiental ganhou um novo capítulo em Curvelo, na região Central de Minas Gerais. A onça-pintada Moara, resgatada ainda filhote dentro de uma casa em Barra do Garças (MT), chegou ao Santuário Onça Pintada na quarta-feira (14), onde ficará sob cuidados especializados.
Com pouco mais de um ano de idade, Moara não poderá retornar à natureza. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), o animal foi resgatado ainda muito jovem e não reúne condições para ser reintroduzido em seu habitat natural.
Do resgate à recuperação
Moara foi encontrada em 18 de agosto de 2025, em uma residência na zona rural de Barra do Garças, próximo à BR-158. Na ocasião, a filhote estava debilitada e apresentava dificuldades para se locomover.
O resgate exigiu cuidados para garantir a segurança tanto do animal quanto das pessoas envolvidas. Imagens registradas na época mostraram a pequena onça agarrada a um pano utilizado durante o manejo para transportá-la até a gaiola.
Após ser retirada do local, ela recebeu atendimento veterinário e foi encaminhada ao Instituto Urihi, onde permaneceu durante o período de recuperação, antes da transferência para Minas Gerais.
Viagem com cuidados especiais
A transferência foi organizada pela Sema-MT e realizada em uma van climatizada. Moara foi transportada em uma caixa de ferro com grades para permitir a circulação de ar durante o trajeto.
A indicação do santuário foi feita pelo Grupo de Assessoramento Técnico do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Grandes Felinos. Conforme a secretaria, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também é consultado na definição de locais adequados para animais que não podem retornar à natureza.
Conservação da espécie
A chegada de Moara a Curvelo integra uma estratégia de conservação das onças-pintadas mantidas sob cuidados humanos. Segundo a Sema-MT, a transferência busca contribuir para a diversidade genética da espécie no Cerrado.
Embora não possa viver em liberdade, Moara terá acompanhamento especializado em um ambiente preparado para suas necessidades. A presença de outras onças no santuário também faz parte do contexto de manejo e conservação desses grandes felinos.
A história da jovem onça chama a atenção para a importância do trabalho conjunto entre equipes veterinárias, instituições ambientais e centros especializados.
Mais do que um resgate, o caso de Moara evidencia os desafios de cuidar de animais silvestres que, após perderem a possibilidade de retornar ao habitat natural, precisam de proteção e acompanhamento ao longo da vida.
Fonte: Olhar Direto
Da redação, Elen Ferrari




