

A Justiça manteve, após audiência de custódia, a prisão preventiva relacionada a um caso de violência doméstica contra uma mulher, registrado em João Pessoa. O investigado se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26), na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro da capital paraibana, e foi encaminhado posteriormente para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger.
A prisão preventiva foi decretada no domingo (25), após a repercussão de vídeos divulgados nas redes sociais no sábado (24), que mostram agressões contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil e recebeu medida protetiva, que proíbe qualquer tipo de contato, aproximação ou frequência do investigado em sua residência, além de estabelecer distância mínima de 300 metros, incluindo familiares.
Antes de ser encaminhado ao presídio, o investigado passou por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC) e, em seguida, por audiência de custódia. A defesa informou que deve se manifestar oficialmente sobre o resultado da audiência.
Em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, exibida nesta segunda-feira (26), Raphaella Brilhante relatou que sofreu agressões durante o casamento, realizado em novembro do ano passado, e também durante a lua de mel. Segundo ela, o relacionamento, que durou cerca de três anos, foi marcado por comportamentos de controle desde o início.
A Polícia Civil investiga o caso de violência doméstica após a divulgação dos vídeos com as agressões. A vítima formalizou a denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.
Após a repercussão, Raphaella Brilhante publicou um texto nas redes sociais confirmando publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. No relato, ela afirmou estar enfrentando "uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história" e destacou que "não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".
A médica e influenciadora, que soma mais de 600 mil seguidores em uma rede social, também declarou que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida", ressaltando que todas as medidas legais estão sendo adotadas, com respeito à Justiça.
Casos de estupro, tentativas de feminicídio, feminicídios e outras formas de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:
197 – Disque Denúncia da Polícia Civil
180 – Central de Atendimento à Mulher
190 – Polícia Militar (em situações de emergência)
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