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Operação “Dolos” mira esquema de cigarros de palha falsificados em cinco cidades de Minas Gerais

Mandados foram cumpridos também em Belo Horizonte, Sete Lagoas, Lassance, Martinho Campos e Pará de Minas

Redação
Por: Redação
11/03/2026 às 22h16
Operação “Dolos” mira esquema de cigarros de palha falsificados em cinco cidades de Minas Gerais
Materiais apreendidos na operação/ Foto: Polícia Civil

Uma operação de combate à fabricação e comercialização de cigarros de palha artesanais falsificados foi realizada nesta quarta-feira (11) em cinco cidades de Minas Gerais. Batizada de Operação Dolos, a ação ocorreu em Belo Horizonte, Lassance, Martinho Campos, Pará de Minas e Sete Lagoas, e foi coordenada pelas delegacias da Polícia Civil de Pirapora e Várzea da Palma.

De acordo com informações da Polícia Civil de Minas Gerais, os produtos falsificados estavam sendo distribuídos principalmente em municípios do Norte de Minas. As investigações apontaram que os cigarros eram comercializados com embalagens e identificações muito semelhantes às marcas originais, prática que induzia consumidores ao erro e causava prejuízos financeiros a fabricantes legítimos da região.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram caixas de cigarros de palha, insumos e equipamentos utilizados na fabricação clandestina. Todo o material recolhido será encaminhado para perícia técnica, que deverá confirmar a falsificação, identificar a origem dos produtos e ajudar no aprofundamento das investigações.

Segundo o delegado regional de Pirapora, Diego Mattos de Vilhena, além do impacto econômico causado pela falsificação, o esquema também representa um risco direto à saúde pública.

“Esses produtos são fabricados sem qualquer controle sanitário ou fiscalização, o que pode expor os consumidores a substâncias de origem desconhecida”, destacou o delegado.

A polícia investiga agora toda a cadeia de produção e distribuição dos cigarros falsificados, incluindo possíveis responsáveis pela fabricação, transporte e comercialização dos produtos.

Os envolvidos poderão responder por crimes contra a propriedade industrial, falsificação de produtos e associação criminosa, entre outras infrações previstas na legislação penal brasileira.

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