

Para quem volta à sala de aula depois de anos, aprender a formar uma palavra pode significar muito mais do que juntar letras e sílabas. Pode representar autonomia, confiança e a certeza de que sempre existe tempo para aprender algo novo.
É essa realidade que ganha espaço nas atividades da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da Escola Municipal Boaventura Pereira Leite, em Curvelo.
Em uma das atividades de alfabetização, os estudantes participaram de uma proposta de união silábica, orientada pela professora Eunice. Com o uso de tampinhas coloridas como recurso pedagógico, a turma trabalhou a formação de sílabas simples e complexas de maneira prática, participativa e próxima da realidade dos alunos.
A proposta transformou um exercício de alfabetização em uma experiência de descoberta. Ao organizar as tampinhas, combinar sílabas e registrar palavras, os estudantes exercitaram não apenas a leitura e a escrita, mas também a concentração, o raciocínio e a capacidade de construir novos conhecimentos.
Na Educação de Jovens, Adultos e Idosos, cada estudante chega à escola carregando uma história própria. São experiências, trabalhos, famílias, responsabilidades e conhecimentos adquiridos ao longo dos anos que passam a dialogar com aquilo que é aprendido em sala de aula.
Por isso, a alfabetização representa uma conquista que ultrapassa os limites da escola. Ler uma palavra, escrever uma frase, compreender uma informação ou conseguir registrar uma ideia pode ampliar a autonomia e facilitar atividades presentes no cotidiano.
A experiência também mostra que a educação não possui idade determinada para começar ou recomeçar. O processo de aprendizagem pode acontecer em diferentes fases da vida e ganhar significados particulares para cada estudante.
Mais do que ensinar sílabas e palavras, a atividade realizada na Escola Municipal Boaventura Pereira Leite reforça o papel da escola como espaço de acolhimento, inclusão, convivência e novas oportunidades.
Em Curvelo, a EJAI mostra que cada avanço merece ser valorizado. Porque, quando uma nova palavra é escrita pela primeira vez, não é apenas uma atividade que chega ao fim: é uma nova possibilidade que começa.
Fonte: EJAI- Curvelo
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Da redação, Elen Ferrari




