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Curvelo inicia nova etapa no tratamento com insulina em evento realizado nesta sexta-feira (25)

Encontro realizado no CAAF reuniu pacientes da rede pública para avaliação e orientações sobre a transição da insulina NPH para a glargina, com acompanhamento durante a adaptação

Redação
Por: Redação
25/09/2026 às 17h26 Atualizada em 25/09/2026 às 18h04
Curvelo inicia nova etapa no tratamento com insulina em evento realizado nesta sexta-feira (25)
Foto: Reprodução/Internet - Diálogo e orientações

Para quem convive diariamente com o diabetes, mudar a insulina utilizada no tratamento significa também adaptar uma rotina de cuidados. Em Curvelo, esse processo já começou, mas não de forma automática: pacientes que utilizam a insulina NPH pela rede pública estão sendo avaliados individualmente antes de uma possível mudança para a insulina glargina.

A Secretaria Municipal de Saúde reuniu pacientes no CAAF para iniciar uma nova etapa do acompanhamento. A ação faz parte da estratégia de transição adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e segue orientações do Ministério da Saúde.

O que muda para o paciente?

A NPH e a glargina são tipos de insulina utilizados para ajudar no controle da glicose no sangue, mas possuem características diferentes.
A glargina é uma insulina de ação prolongada e, conforme a orientação médica, pode ser utilizada em uma aplicação diária.

A mudança pode tornar a rotina de alguns pacientes mais simples, mas a indicação depende das condições e das necessidades de cada pessoa.

Por isso, o paciente não deve trocar a insulina por conta própria. Em Curvelo, a mudança será definida pela equipe de saúde responsável pelo acompanhamento, que também deverá orientar sobre a aplicação, a rotina de cuidados e o acompanhamento da glicemia.

Por que o SUS está fazendo essa mudança?

A transição faz parte de uma estratégia nacional organizada pelo Ministério da Saúde. A iniciativa foi estruturada diante de dificuldades relacionadas à produção e ao abastecimento mundial de insulinas humanas e busca garantir a continuidade do tratamento no SUS.

O processo está sendo realizado de maneira gradual, com organização dos serviços de saúde e acompanhamento dos pacientes. A estratégia nacional também prevê a qualificação dos profissionais que participam do atendimento.

Quem poderá passar pela mudança?

A estratégia nacional começou priorizando crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, seguindo critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A ampliação para outros públicos ocorre de forma gradual, conforme a implementação da estratégia.

Isso significa que nem todos os pacientes que utilizam NPH terão a medicação trocada imediatamente. A indicação depende dos critérios estabelecidos e da avaliação realizada pelos profissionais de saúde.

Acompanhamento é parte da mudança

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a transição seja entendida como um processo acompanhado. O objetivo é que cada paciente receba as informações necessárias para compreender a nova forma de tratamento e tenha suporte durante o período de adaptação.

Segundo a equipe responsável pelo atendimento em Curvelo, o trabalho reúne os pacientes que utilizam NPH nas unidades de saúde para avaliação médica e orientação sobre a mudança.

Mais do que trocar uma insulina

A transição da NPH para a glargina não representa apenas a substituição de um medicamento por outro. Para o paciente, envolve avaliação, orientação, adaptação e acompanhamento.

Na prática, a principal recomendação é que a mudança seja feita somente conforme orientação da equipe de saúde. O paciente que utiliza NPH deve continuar seguindo o tratamento prescrito até receber uma nova orientação profissional.

Em Curvelo, a iniciativa coloca o acompanhamento individual no centro desse processo e aproxima a estratégia nacional da realidade dos pacientes atendidos pela rede municipal de saúde.

Atenção: informações sobre medicamentos não substituem a orientação médica. A dose, o tipo de insulina e a forma de aplicação devem ser definidos pela equipe de saúde responsável pelo paciente.

Fonte: Prefeitura de Curvelo 

 
 
 
 
 
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Da redação, Elen Ferrari 

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