

Em vez de apenas abrir os livros e ler em sala de aula, os alunos do 2º ano da Escola Municipal Ruth de Figueiredo Barata ganharam microfones, câmeras e um novo desafio: transformar o conhecimento em uma experiência de comunicação.
A proposta resultou no “Fantástico da Leitura”, uma reprodução de revista eletrônica inspirada no programa Fantástico, criada para aproximar as crianças da leitura de maneira criativa, participativa e significativa.
Sob a orientação da professora Juliana Gomes, com apoio da professora Cynthia Mariz, os estudantes assumiram o protagonismo da atividade e se transformaram em pequenos apresentadores.
Diante das câmeras, eles realizaram leituras de pequenos textos, exercitando habilidades que vão além da decodificação das palavras, como oralidade, compreensão, interpretação, expressão e segurança para se comunicar.
A experiência mostrou que a alfabetização pode ganhar novos caminhos quando a criança deixa de ocupar apenas o papel de quem aprende e passa também a participar ativamente da construção do conhecimento.
Ao interpretar os textos e apresentá-los diante das câmeras, os alunos tiveram a oportunidade de colocar em prática diferentes competências em uma atividade que combinou aprendizagem e criatividade.
O “Fantástico da Leitura” também reforçou uma ideia fundamental no processo de alfabetização: ler não significa apenas reconhecer letras e palavras. A leitura envolve compreender, interpretar, atribuir significado e compartilhar aquilo que foi aprendido.
Nesse contexto, a atividade criou um ambiente em que cada estudante pôde desenvolver a confiança para se expressar e perceber que sua voz também faz parte do processo de aprendizagem.
A iniciativa conduzida pela professora Juliana Gomes demonstra como estratégias pedagógicas criativas podem tornar o aprendizado mais próximo da realidade das crianças.
Ao transformar a sala de aula em um espaço de comunicação, a proposta estimulou a participação dos estudantes e valorizou o desenvolvimento de diferentes habilidades.
A atividade também evidencia a importância de colocar os alunos no centro das experiências educacionais. Ao assumir o papel de apresentadores, as crianças não apenas reproduziram textos, mas participaram de uma proposta que exigiu atenção, preparação, interpretação e comunicação.
Mais do que uma apresentação, o projeto se tornou uma experiência de aprendizagem capaz de mostrar aos estudantes que o conhecimento pode ser descoberto, compartilhado e construído de diferentes maneiras.
O resultado foi uma atividade marcada por criatividade, entusiasmo e protagonismo, valorizando o trabalho desenvolvido pela equipe escolar e o envolvimento dos pequenos leitores.
Em Inimutaba, o “Fantástico da Leitura” mostrou que, quando a educação encontra a criatividade, o livro pode ultrapassar as páginas e ganhar voz, expressão e novos significados.
Porque alfabetizar é muito mais do que juntar letras: é formar leitores capazes de compreender o mundo e também encontrar sua própria voz para transformá-lo.
Fonte: Escola Municipal Ruth de Figueiredo Barata
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Da Redação, Elen Ferrari




