

Com o início do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, freelancers e profissionais autônomos precisam ficar atentos às regras específicas para quem recebe pagamentos diretamente de pessoas físicas (CPF).
Diferentemente de trabalhadores com carteira assinada ou prestadores de serviço vinculados a empresas (CNPJ), esses profissionais são obrigados a registrar mensalmente os valores recebidos por meio do sistema Carnê-Leão. A ferramenta calcula o imposto com base na tabela progressiva e, quando há valor devido, gera o DARF para pagamento no mês seguinte ao recebimento.
O alerta ganha força diante do crescimento do trabalho por conta própria no Brasil. Segundo o IBGE, o país tem mais de 25 milhões de autônomos, e a organização financeira ainda é um desafio para grande parte desse público.
De acordo com especialistas, a falta de registro no Carnê-Leão é uma das falhas mais comuns e pode gerar inconsistências na declaração anual. Além disso, a omissão de rendimentos é um dos principais motivos que levam contribuintes à malha fina, já que a Receita Federal cruza dados bancários, declarações de terceiros e outras fontes de informação.
Outro ponto essencial é manter a organização ao longo do ano. Guardar extratos bancários, comprovantes de pagamento e despesas relacionadas à atividade profissional ajuda no preenchimento correto da declaração e na comprovação das informações, caso haja questionamentos.
Especialistas também orientam que o trabalhador avalie a possibilidade de abrir um CNPJ. Dependendo do faturamento e do tipo de serviço prestado, a formalização pode trazer vantagens tributárias e mais previsibilidade financeira.
Fonte: O Tempo




