

Um homem de 64 anos foi resgatado em situação análoga à escravidão em uma fazenda na zona rural de Montes Claros. A operação foi realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio da Polícia Federal.
Segundo os auditores fiscais, o trabalhador vivia há aproximadamente 14 anos em um barracão sem condições mínimas de habitação. O local não possuía banheiro, água potável ou espaço adequado para descanso, obrigando o homem a realizar suas necessidades fisiológicas em uma área de mata próxima à moradia.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o trabalhador foi recrutado em sua cidade de origem em 2012, sem conhecimento prévio do salário que receberia. Durante todo o período, ele recebia apenas R$ 300 mensais, sem registro em carteira e sem qualquer direito trabalhista garantido.
As fiscalizações também constataram que o empregador não fornecia alimentação nem vestuário ao trabalhador, agravando ainda mais as condições de vulnerabilidade.
Após o resgate, os responsáveis pela propriedade foram notificados pelas autoridades. O trabalhador foi encaminhado aos serviços de assistência social do município para receber atendimento e acompanhamento.
Em nota, o MTE destacou que a baixa remuneração, as condições degradantes de moradia e o longo período de permanência no local foram fatores determinantes para a caracterização do trabalho escravo contemporâneo.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima por meio do Sistema Ipê, plataforma disponibilizada pelo Governo Federal para o recebimento de informações sobre violações trabalhistas.
Fonte: g1




