

Um levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) revelou que o Norte de Minas foi atingido por mais de 571 mil descargas atmosféricas ao longo de 2025. Diante do alto volume de raios, a concessionária reforça a importância de medidas preventivas para reduzir riscos de acidentes e danos a equipamentos.
De acordo com o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, uma das principais recomendações é desligar aparelhos eletroeletrônicos da tomada antes do início das chuvas.
“Quando um raio cai próximo às residências ou sobre a rede elétrica, pode provocar fortes sobretensões que chegam ao interior dos imóveis. Se o equipamento estiver conectado, há risco de queima e até de choque elétrico”, explicou.
Outra orientação importante é evitar atividades em áreas abertas, lajes ou telhados durante tempestades. Segundo José Firmo, ao perceber raios e ventos fortes, o ideal é interromper imediatamente qualquer atividade externa e buscar abrigo em construções de alvenaria, que reduzem significativamente o risco de acidentes. “O importante é não permanecer em locais abertos ou que possam atrair descargas atmosféricas”, destacou.
O levantamento da Cemig também apontou um aumento expressivo no número de raios. Em Minas Gerais, o crescimento foi de 21% entre 2024 e 2025, enquanto no Norte do estado o aumento chegou a 13%. Somente nessa região, foram registradas cerca de 7 mil ocorrências relacionadas a descargas atmosféricas.
Entre os municípios com maior número de registros estão:
Unaí: 765 ocorrências
Montes Claros: 427
Januária: 270
Janaúba: 159
Pirapora: 72
Os dados são monitorados em tempo real por um centro meteorológico da Cemig, que acompanha as condições climáticas em todo o estado.
Diante desse cenário, a empresa informou que vai investir R$ 21,9 bilhões entre 2023 e 2027 para tornar o sistema elétrico mais resistente a eventos extremos. Segundo o superintendente de Planejamento e Engenharia da Cemig, Alisson Chagas, as mudanças climáticas exigiram uma adaptação da operação da rede.
“O clima mudou de patamar. Estamos lidando com eventos mais intensos, frequentes e menos previsíveis. Por isso, antecipamos investimentos robustos para tornar o sistema mais resiliente, moderno e preparado”, afirmou.
Os recursos serão aplicados na modernização da infraestrutura, automação da rede, ampliação da manutenção preventiva e no uso intensivo de tecnologia para monitoramento e resposta rápida a situações extremas.
Fonte: G1





