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É nossa! Cientista brasileira desenvolve vacina que faz paraplégicos voltarem a andar

Pesquisa coordenada por Tatiana Sampaio após quase três décadas de estudos coloca o Brasil no centro do debate sobre regeneração neural

Redação
Por: Redação
16/02/2026 às 09h17
É nossa! Cientista brasileira desenvolve vacina que faz paraplégicos voltarem a andar
Foto: Reprodução Redes Sociais

A pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio está à frente de um dos avanços mais promissores da medicina nacional nas últimas décadas. Após quase 30 anos dedicados à pesquisa básica e aplicada, ela coordenou o desenvolvimento da polilaminina, uma substância bioativa capaz de estimular a reconexão de neurônios lesionados na medula espinhal — um dos maiores desafios da neurologia moderna.

A polilaminina atua como uma espécie de “ponte biológica”, favorecendo o crescimento de fibras nervosas e auxiliando na reorganização das conexões interrompidas após traumas graves. Em lesões medulares, a interrupção dos circuitos nervosos compromete funções motoras e sensitivas, muitas vezes de forma permanente. Até hoje, os tratamentos disponíveis concentram-se principalmente na reabilitação e na prevenção de complicações, sem promover efetivamente a regeneração do tecido nervoso.

Os primeiros testes clínicos realizados em humanos apontaram resultados considerados animadores pela comunidade científica. Pacientes com lesões graves — incluindo quadros de tetraplegia — apresentaram recuperação parcial de sensibilidade, melhora do controle motor e retomada de movimentos antes considerados improváveis dentro dos limites da medicina tradicional. Embora os estudos ainda estejam em fase inicial e demandem acompanhamento de longo prazo, os dados preliminares indicam potencial terapêutico significativo.

Especialistas destacam que a regeneração da medula espinhal é um dos campos mais complexos da medicina regenerativa, devido à formação de cicatrizes gliais e à limitada capacidade natural de autorreparo do sistema nervoso central. Nesse contexto, a polilaminina surge como uma alternativa inovadora, que pode ser associada a protocolos de fisioterapia intensiva e outras abordagens terapêuticas.

Além do impacto científico, o trabalho liderado por Tatiana Sampaio reforça o papel estratégico das universidades públicas e dos centros de pesquisa brasileiros na produção de conhecimento de alto nível. O estudo também abre caminho para futuras aplicações em outras doenças neurológicas, ampliando o horizonte da biotecnologia nacional.

Caso os resultados sejam confirmados em estudos ampliados e multicêntricos, a descoberta poderá representar uma mudança histórica no tratamento de lesões medulares, oferecendo nova perspectiva para milhares de pessoas que convivem com limitações motoras severas no Brasil e no mundo.

Da Redação com informações de Correio24horas

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