

Um homem de 30 anos que utilizava tornozeleira eletrônica foi localizado pela Polícia Militar enquanto participava das festividades de Carnaval na Praça dos Cariris, em Pirapora, no Norte de Minas, nesta segunda-feira (17). De acordo com a corporação, ele deveria estar recolhido em sua residência na cidade de Corinto, conforme determinação judicial.
Segundo a PM, as regras impostas para o uso do equipamento de monitoramento eletrônico autorizavam o homem a sair de casa apenas para atividades específicas, como trabalho, entre 7h e 18h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados, ele deveria permanecer em seu endereço. A presença no evento carnavalesco configurou descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça.
O suspeito foi conduzido à sede do 55º Batalhão da Polícia Militar, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento adotado em casos de menor potencial ofensivo. Ele assumiu o compromisso de comparecer à Justiça quando intimado e, em seguida, foi liberado.
Durante a mesma operação de reforço na segurança do Carnaval, quatro foragidos da Justiça foram presos nas cidades de Várzea da Palma e Buritizeiro.
Em Várzea da Palma, dois homens, de 20 e 36 anos, foram abordados em pontos distintos da cidade. Após consulta ao sistema informatizado, os militares constataram a existência de mandados de prisão em aberto contra ambos, que possuíam condenações por furto.
Já em Buritizeiro, durante patrulhamento preventivo, os policiais abordaram dois homens, de 40 e 36 anos. Contra eles também havia ordens judiciais de prisão. Um dos detidos era egresso do sistema prisional.
Os quatro foragidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Pirapora, onde ficaram à disposição da Justiça.
A Polícia Militar informou que as prisões ocorreram no contexto da operação especial de Carnaval, que intensificou o policiamento ostensivo, as abordagens e a fiscalização em eventos públicos nas cidades da região. O objetivo é garantir a segurança dos foliões, prevenir crimes e cumprir mandados judiciais em aberto.
A corporação reforçou que o monitoramento eletrônico é uma medida alternativa à prisão, mas o descumprimento das regras pode resultar na revogação do benefício e no retorno ao sistema prisional.





